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Título
É permitido proibir: a práxis sonora da pacificação
Tipo da publicação
Palavras-chave
Resumo
O artigo reflete sobre os impactos da implantação das assim chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em áreas favelizadas da cidade do Rio de Janeiro e, em particular, sobre práticas e eventos musicais e públicos aos mesmos relacionados, em um conjunto específico de favelas, a Maré. Para tal, entrecruza a análise de bibliografia selecionada e os resultados de pesquisas de campo junto a MCs, DJs e produtores de eventos, antes e depois do início da ocupação militar da Maré, com vistas à implantação de UPPs na região. Conclui-se que, seguindo tendências imemoriais de clientelismo e assistencialismo que encobrem padrões de autoritarismo, alienação e extermínio de setores percebidos como vulneráveis a uma sociedade desigual, as referidas políticas públicas reproduzem ou reforçam estereótipos culturais associados às classes perigosas e abrem caminho a "leis" de exceção em torno de práticas musicais, solapando fundamentos básicos a um Estado democrático e de direitos
Contexto
Grupo Musicultura é um coletivo de pesquisa atuante desde 2004 e ligado ao Laboratório de Etnomusicologia da Escola de Música da UFRJ. Formado por professores universitários e da rede pública de ensino fundamental, e estudantes de graduação, pós-graduação e ensino médio, reflete sobre as relações entre a música e os mais variados aspectos da vida social, tendo como ponto de partida referências interdisciplinares, procurando interlocução com a população da Maré, o meio acadêmico e outras instâncias do debate público sobre música e sociedade. O Grupo Musicultura agradece o apoio institucional da UFRJ (Bolsa PIBIC), do CNPq (Bolsas PIBIC e de Produtividade em Pesquisa) e da FAPERJ (Bolsas para alunos da rede pública de ensino médio através do Programa Jovens Talentos), bem como ao Centro Comunitário de Defesa da Cidadania da Maré, órgão da Secretaria de Direitos Humanos e Assistência Social do Governo do Estado do Rio de Janeiro, pelo uso de uma de suas salas como espaço de pesquisa.
Como cita
Silva, A. D., Emery, A., Laurentino de Carvalho, E. M. C., Calazans, J., Catinin, J., Pessoa, M. N., Silva, N. S., Heringer, R., Araujo, S., Silva, S. J. A., & Gilsing, S. (2015). É permitido proibir: a práxis sonora da pacificação. Revista Vórtex, 3(2), 149–158.
Idioma
PTBR
Data
Dez.2015
Título da publicação
É permitido proibir:a práxis sonora da pacificação
Volume
v. 3
Páginas
149-158
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ISSN
2317-9937
