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Perspectivas dialógicas sobre um mapeamento musical da Maré, Rio de Janeiro, Grupo Musicultura - CEASM/REDE MEMÓRIA
Direitos de imagem | Pedagogia libertadora | Pesquisa participativa
Com base nos princípios da pedagogia de Paulo Freire, eixo fundamental do projeto “Música, memória e sociabilidade na Maré”, argumenta-se aqui que, a partir do momento em que os moradores das comunidades pesquisadas se redefinem como sujeitos históricos, se auto-pesquisam e produzem documentos sonoros e audiovisuais que conduzam à reflexão sobre si mesmos, mais que à triste contemplação de sua própria virtualidade, o direito ao som e à imagem se insinuam como subversão da discussão hoje predominante centrada exclusivamente em noções de propriedade privada. Com isso, procura-se apontar para aqueles vetores que realmente impulsionam a configuração do “problema”, como a regulação da vida por concepções de mercado, o drama agudo da exclusão social e a banalização da vida cotidiana rumo à representação sem significado. Resgatar o papel das representações sonoras e imagéticas—sugere-se—se torna possível tão somente em outro quadro de relações cognitivas, em que o conhecimento, em si, deixe de ser índice de relações assimétricas de poder e instrumento de dominação, separando antagonicamente sujeitos e objetos sociais, para tornar-se um patrimônio humanamente construído e compartilhado.
Texto publicado nos anais do Décimo Quinto Congresso da ANPPOM, realizado em 2005.
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Perspectivas dialógicas sobre um mapeamento musical da Maré, Rio de Janeiro, Grupo Musicultura - CEASM/REDE MEMÓRIA
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